Cotidiano

63 demissões, nenhuma rescisão paga; salários de médicos atrasados e falta de estrutura na Santa Casa de Cruzeiro

De acordo com informações da Prefeitura Municipal, ao todo, foram 63 demissões na Santa Casa de Misericórdia de Cruzeiro desde o mês de outubro de 2015.

Além das demissões, os funcionários até o momento não receberam rescisão sobre os vencimentos. Além disso, o 13° salário também não foi pago aos atuais profissionais que lá trabalham.

“Realmente tomamos calote da Santa Casa de Cruzeiro e da Prefeitura Municipal. Eles não pagaram o que trabalhamos e também não deram satisfação a respeito”, comenta um médico que deixou de atuar na entidade. O especialista na saúde em questão trabalhava há mais de 10 anos na Santa Casa e mediante a instabilidade financeira e administrativa teve que deixar o hospital.

Temos relatos também que em alguns dias falta médico pediatra; em outras datas, ortopedistas e cirurgiões. Há algumas semanas, uma fonte revelou que não tinha ao menos luvas para os trabalhadores exercerem o atendimento, além da falta de medicação.

Além do caos financeiro, pacientes também reclamam da falta de estrutura e também da impossibilidade de transferência de algumas pessoas que necessitam atendimentos prioritários em outros hospitais. O transporte sanitário, isto é, a transferência de pacientes, já não é possível desde o ano passado. No momento, existe pacientes aguardando o serviço e internados no Pronto Socorro, na ala de emergência. Devido a condição financeira, os cidadãos não têm dinheiro para pagar o transporte particular.

Posicionamento da Prefeitura em relação as demissões – texto na íntegra:
A Santa Casa de Misericórdia de Cruzeiro-SP é uma instituição como qualquer outra, ou seja, está sujeita a ter perdas e substituições em seu quadro profissional. De outubro de 2015 a janeiro de 2016, houve 28 pedidos de demissão voluntária e a troca do interventor da entidade. Contudo, em 5 de outubro do ano passado, ou seja, quando a Prefeitura de Cruzeiro ainda estava sob o comando de Rafic Zake Simão e já era interventora da Santa Casa, a entidade registrou o corte de 33 profissionais. Em 3 de outubro de 2015, ainda houve o término de dois contratos de trabalho, que não foram renovados. De qualquer maneira, o Departamento de Recursos Humanos (RH) do Poder Executivo cruzeirense está debruçado em todos os levantamentos inerentes a essa demanda, até mesmo no tocante de providenciar, o mais rápido possível, o preenchimento das vagas em aberto.

SOBRE OS MÉDICOS:

O que a Prefeitura de Cruzeiro tem a dizer sobre isso?
É sabido que a Prefeitura de Cruzeiro-SP, numa tentativa de auxiliar a Santa Casa de Misericórdia da cidade, entrou como interventora da entidade no início de outubro de 2015. Proposta pela gestão anterior, a iniciativa, segundo levantamentos do atual governo, foi feita sem que a administração municipal tivesse condições de arcar com todas as demandas clínicas, administrativas e financeiras da unidade. Mesmo assim, a prefeita Ana Karin Dias Almeida Andrade (PRB-SP) trabalhou e ainda trabalha para que os problemas que assolam o hospital não de hoje sejam minimizados e sanados, incluindo salários que não foram pagos aos médicos meses atrás – muito antes de a alcaide, inclusive, retornar ao Poder Executivo, em 7 de outubro de 2015. Vale frisar que, a totalidade dos valores em atraso, referente ao período/ano de 2015, será matéria de negociação para a devida quitação ao longo de 2016, sendo que o cronograma de pagamento estará, necessariamente, atrelado ao de repasses dos recursos municipais que serão feitos neste ano. Somente assim, a Prefeitura de Cruzeiro terá condições de arcar com dívidas antigas e que, vale reforçar, não foram provocadas pelo ente municipal.

 

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