UFC 320: Alex Pereira revela 106 kg em corte de peso para revanche contra Ankalaev em outubro

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Alex Poatan Foto: Alex Poatan - Foto: Instagram

Alex Pereira, conhecido como Poatan, surge como figura central no calendário do Ultimate Fighting Championship com a revanche marcada para 4 de outubro. O lutador paulista, ex-campeão da categoria meio-pesado, compartilhou um momento crucial de sua rotina ao registrar 106,2 kg na balança, a apenas 13 dias do confronto decisivo em Las Vegas. Essa revelação destaca a disciplina exigida no esporte, onde cada grama conta para o desempenho máximo.

A postagem nas redes sociais gerou imediata atenção entre torcedores e especialistas, reforçando a imagem de um atleta comprometido com o processo. Pereira, de 38 anos, enfrenta Magomed Ankalaev em busca do cinturão perdido em março, quando o russo venceu por decisão unânime no UFC 313. O evento, batizado de UFC 320, promete ser um dos mais aguardados do ano, com o T-Mobile Arena lotado para testemunhar o embate.

  • Principais aspectos do corte de peso de Pereira:
  • Necessidade de eliminar cerca de 13 kg em duas semanas.
  • Foco em hidratação controlada e treinos leves para preservar energia.
  • Histórico impecável de nunca falhar na pesagem em sua carreira no MMA.
  • Apoio de uma equipe nutricional experiente para evitar lesões.

O processo de redução de peso não é novidade para o striker, que já competiu nos médios antes de dominar os meio-pesados. Sua chegada a Las Vegas sinaliza o início da fase final de ajustes, com sessões diárias monitoradas para otimizar a força e a velocidade no octógono.

Estratégias táticas definem o embate entre Pereira e Ankalaev

Magomed Ankalaev, atual detentor do título, chega ao duelo com um cartel de 21 vitórias, uma derrota e um empate, destacando-se pela versatilidade em wrestling e ground game. Pereira, por sua vez, aposta no striking preciso, responsável por nove nocautes em 12 triunfos no UFC. Analistas apontam que o equilíbrio entre estilos opostos pode prolongar a luta para os cinco rounds, testando a resistência de ambos.

O primeiro confronto, em março, expôs vulnerabilidades no jogo de chão do brasileiro, que sofreu quedas mas respondeu com contra-ataques perigosos. Agora, com treinos reforçados em defesa de takedowns ao lado de Sean Strickland, Pereira busca neutralizar as investidas do russo desde o início. A comissão atlética de Nevada supervisionará rigorosamente o card, garantindo condições justas para os competidores.

Essa preparação inclui simulações de alta intensidade, com sparrings adaptados ao perfil de Ankalaev, que acumula 12 vitórias no Ultimate. O vencedor não só reconquista ou defende o ouro, mas também influencia o ranking da divisão, abrindo portas para desafios maiores, como uma possível migração para os pesados.

Reforços brasileiros elevam o nível da divisão de pesos-pesados

A organização presidida por Dana White anunciou a contratação de dois atletas nacionais para os pesos-pesados, injetando vitalidade em uma categoria tradicionalmente dominada por nomes internacionais. Max Gimenis, de 32 anos e radicado nos Estados Unidos, traz um background sólido no jiu-jitsu, com títulos mundiais pela IBJJF. Sua transição para o MMA, iniciada em 2022, rendeu seis vitórias em sete lutas, cinco por nocaute rápido.

José Luiz, apelidado de Montanha, de 29 anos, apresenta um perfil similar, com todas as seis conquistas profissionais terminadas antes do limite. Sua única derrota veio contra Richard Jacobi, ex-participante do Contender Series, mas o curitibano demonstra potencial com finalizações explosivas. Esses acertos contratuais, divulgados por empresários nas redes, visam diversificar o plantel e atrair novos públicos.

Além dos brasileiros, o polonês Marek Bujlo, de 6-0 com todas as vitórias no primeiro round, completa o trio de reforços. Especialista em jiu-jitsu, Bujlo conquistou medalhas europeias e impressiona pela velocidade em submissões. A adição desses nomes ocorre em momento estratégico, com o UFC expandindo seu roster para eventos globais.

  • Destaques nos currículos dos novos contratados:
  • Gimenis: Cinco nocautes em menos de dois minutos cada.
  • Montanha: 100% de finalizações rápidas em vitórias profissionais.
  • Bujlo: Seis triunfos consecutivos no primeiro round.
  • Potencial para estreias em cards preliminares de 2026.

Esses movimentos fortalecem a presença brasileira no Ultimate, que já conta com veteranos como Jailton Almeida na divisão.

Ambições de Jailton Almeida impulsionam a categoria dos pesados

Jailton Almeida, o Malhadinho, posiciona-se como um dos nomes em ascensão nos pesos-pesados, com olhos fixos no cinturão após o UFC 321, agendado para 25 de outubro em Abu Dhabi. O baiano, de 34 anos, enfrenta Alexander Volkov em um confronto que pode definir o próximo desafiante ao título de Tom Aspinall. Em entrevista recente, Almeida expressou preferência pelo britânico em detrimento de Ciryl Gane, citando o estilo completo de Aspinall como teste ideal.

Com um recorde de 20 vitórias e duas derrotas no MMA, Almeida faturou quatro bônus de Performance da Noite no UFC, majoritariamente por finalizações rápidas. Sua vitória por nocaute sobre Serghei Spivac em janeiro consolidou o top 5 do ranking, enquanto Volkov, de 38-11, busca recuperação após polêmica decisão contra Gane. O russo, com 12 triunfos no Ultimate, aposta em striking longo para contrabalançar o grappling do brasileiro.

Aspinall, atual campeão, inclinou-se publicamente por Volkov na previsão, destacando o momento do veterano como fator decisivo. No entanto, Almeida mantém confiança, enfatizando sua evolução em wrestling e jiu-jitsu, artes que o levaram do Contender Series ao main card. O evento no Etihad Arena marca o retorno do UFC aos Emirados, com co-main event entre Aspinall e Gane pelo ouro.

Essa luta representa um marco para Almeida, que migrou dos meio-pesados para os pesados em busca de oportunidades maiores. Seus treinos em Salvador incluem drills específicos contra strikers altos como Volkov, preparando-o para um embate que pode durar rounds inteiros.

  • Elementos chave na preparação de Almeida:
  • Ênfase em defesa de striking para neutralizar o alcance de Volkov.
  • Simulações de ground and pound para explorar quedas.
  • Recuperação ativa com foco em nutrição para manter massa muscular.
  • Mentalidade de “ser testado” contra oponentes versáteis.

O desfecho em Abu Dhabi influenciará diretamente o calendário de 2026, com o vencedor mirando a defesa de Aspinall.

Vozes do octógono clamam por superluta entre Pereira e Jones

Alexandre Pantoja, campeão dos moscas, elevou o debate sobre confrontos de elite ao questionar a ausência de um duelo entre Alex Pereira e Jon Jones. Durante aparição em podcast, o carioca de 35 anos defendeu a realização da luta quando ambos detinham cinturões, argumentando que o embate uniria striking letal e maestria em múltiplas artes. Pantoja, com 30 vitórias em 35 lutas, vê no matchup um evento capaz de transcender o MMA.

Jones, de 38 anos e aposentado desde junho após impasse com Dana White, irritou a organização ao flertar com a saída durante negociações para enfrentar Aspinall. Seu retorno aos treinos e ao programa antidoping visa um evento especial na Casa Branca em junho de 2026, mas White expressou frustração pública. Pereira, por sua vez, mencionou ascensão aos pesados se necessário, adaptando-se a mudanças corporais pós-30 anos.

O interesse em Poatan vs. Jones ganhou tração com apoios de figuras como Brendan Schaub, que vê na superluta um divisor de águas. Pantoja, recente vencedor sobre Kai Asakura por submissão no UFC 310, acumula defesas de título e recordes em finalizações na divisão. Sua declaração reforça a pressão de atletas por cards ambiciosos, especialmente com Pereira reconquistando o meio-pesado como pré-requisito.

Essa possibilidade depende do resultado do UFC 320, onde uma vitória de Poatan poderia catalisar negociações. Jones, com legado de 27-1 e domínio histórico, representa o teste definitivo para o brasileiro, que já conquistou dois cinturões no UFC.

  • Razões para o apelo da superluta:
  • União de eras: ex-campeão absoluto contra estrela em ascensão.
  • Estilos contrastantes: grapling de Jones versus poder de nocaute de Pereira.
  • Potencial comercial: audiência global e pay-per-view recorde.
  • Momento oportuno pós-revanche de Poatan.

Pantoja, com defesas bem-sucedidas contra Moreno e Royval, usa sua plataforma para impulsionar narrativas que elevam o esporte, mantendo o foco em performances de elite.

Expansão do UFC destaca talentos emergentes e rivalidades consolidadas

Os anúncios recentes ilustram a dinâmica do Ultimate em nutrir novos rostos enquanto gerencia estrelas estabelecidas. A divisão de meio-pesados, por exemplo, ganha com a co-luta do UFC 320 entre Jiri Prochazka e Khalil Rountree Jr., ambos vitoriosos sobre Jamahal Hill após derrotas para Pereira. Prochazka, tcheco de 32 anos, busca redenção com seu estilo imprevisível, enquanto Rountree, americano de 35, aposta em muay thai para subir no ranking.

Nos pesados, os reforços como Gimenis e Montanha preenchem lacunas, com potencial para estreias em eventos como o UFC 322 em novembro. Bujlo, com finalizações sub duas minutos, adiciona imprevisibilidade europeia. Almeida, por outro lado, consolida sua trajetória com vitórias sobre Romanov e Pavlovich, posicionando-se como ameaça real ao topo.

Pantoja, com streak de sete vitórias, defende o título moscas contra Kai Kara-France em junho de 2026, mas sua visão sobre superduelos reflete o desejo coletivo por inovações. Pereira, com nove triunfos no UFC, exemplifica a resiliência brasileira, de kickboxing ao MMA de alto nível.

  • Contribuições brasileiras recentes no UFC:
  • Pereira: Duas divisões de título e recordes de nocaute.
  • Almeida: Quatro bônus e ascensão rápida nos pesados.
  • Pantoja: Mais submissões na história dos moscas.
  • Gimenis e Montanha: Injeção de grappling e poder nos pesados.

Esses desenvolvimentos mantêm o Brasil como potência, com mais de 40 atletas no roster e impacto em rankings globais. O calendário de outubro, com UFC 320 e 321, concentra atenções em Las Vegas e Abu Dhabi, onde definições de títulos moldarão o futuro próximo.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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